MTA: ESPETÁCULOS

ESPETÁCULOS

1.
Cénico da Incrível Almadense
AINDA EXISTEM FLORES NO JARDIM”
5 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H00 | M/12 | 75'
INCRÍVEL ALMADENSE - SALÃO DE FESTAS

fotografia©Luís Milheiro
Rosa foi deixada num lar pelos filhos, que não querem saber dela. Com o anúncio do fecho do lar, Rosa espera ansiosamente que os filhos a vão buscar... mas eles não chegam. Mas a vida, às vezes, tem surpresas boas... e ainda existem flores no jardim.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Paulo Sacaldassy
Encenação: Eugénia Conceição
Interpretação: Mara Martins
Cenografia: coletiva
Fotografia: Luis Milheiro
Produção: CIA





2.
Companhia de Teatro Musical da Plateias D’Arte
O FEITICEIRO DE OZ”
ESTREIA
6 NOVEMBRO | DOMINGO | 16H00 | M/3 | 60’
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA

O Feiticeiro de Oz” conta a história de Dorothy, imortalizada no cinema por Judy Garland que, juntamente com o seu cão Totó, é levada por um tornado para um mundo mágico que fica para além do Arco-íris. A única forma de poder regressar à sua casa, no Kansas, é encontrar o poderoso Feiticeiro de Oz.
O Feiticeiro de Oz” é uma fábula fantástica, plena de misticismo e psicadelismo. É uma mensagem moral, com simbolismos e crítica social. Se por um lado é uma maravilhosa história de quatro companheiros de viagem que afinal são só um, que se consciencializam dos mais importantes valores da vida, por outro lado é o olhar de uma criança que toma contacto com o mundo industrializado (Homem de Lata), politizado (Leão) e ambiental (Espantalho) e que, para atingir os seus sonhos, tem de percorrer a Estrada dos Tijolos Amarelos, ou seja, o ouro do espírito como caminho da sua própria vida.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Frank L. Baum | Adaptação e Encenação: Diogo Novo | Interpretação: César Melo | Cláudio Louro | Érica Tavares | Leonor Jacob | Lua Santos | João Pedro Novo | Maria Catarina Antunes | Patrícia Marques | Sara Castanheira Sara César | Sandra Catarino | Sofia Fonseca | Yoann Auboyneau | Figurinos: Helena Resende | Coreografia: Diogo Novo | Cenário: Diogo Novo | Desenho de Som: Sandro Esperança | Direção Musical e de Vozes: Diogo Novo


3.
Produções Acidentais
ReVerso
9 NOVEMBRO | QUARTA | 15H00 | M/4 | 40’
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO

fotografia©Vítor Cid
Poesia e Infância são de alguma forma sinónimos e os poemas de Alexandre Dale são para se comer, cheirar, tocar e cantar. As Produções Acidentais apresentam ReVerso, trinta minutos passados entre sonhos e ciclones. Para maiores de 4 anos e amantes de nuvens.
Os poemas entram-nos na vida pela porta aberta,
a porta do coração que pensa, a da cabeça que sente…”
Partindo de poemas inéditos de Alexandre Dale, autor duas vezes galardoado com o Prémio Literário Cidade de Almada, construímos um espetáculo particularmente dirigido à infância, interpretado pela atriz Luzia Paramés e pelo músico Sandro Esperança.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Poemas: Alexandre Dale | Criação e Interpretação: Luzia Paramés e Sandro Esperança | Espaço Sonoro: Sandro Esperança | Apoio à Cenografia: Maria João Montenegro e Henrique Neves | Apoio ao Movimento: Isabel Cruz | Fotografia: Vítor Cid | Residência: Teatro-Estúdio António Assunção | Apoio: Câmara Municipal de Almada


4.
Marina Nabais Dança, Associação Cultural
CORPO-MAPA-LIVRO”
ESTREIA | M/8 | 50’
10 NOVEMBRO | QUINTA | 14H30
11 NOVEMBRO | SEXTA | 11H00 E 14H30
12 NOVEMBRO | SÁBADO |16H00
BIBLIOTECA DA TRAFARIA

fotografia@Clubzic
CORPO-MAPA-LIVRO é uma peça que desarruma a biblioteca. Parte do LIVRO, enquanto objeto específico e como indutor de experiências transformadoras do CORPO. Propõe uma multiplicação de vivências plásticas, que levam à descoberta de novos espaços e sentidos. Um jogo poético de entradas e saídas, que nos levam numa viagem onde se revelam novos MAPAS. Abre-se uma dimensão do livro, enquanto mapa e lugar da viagem corporal, e uma dimensão do corpo, enquanto inscrição de um processo traduzível em livros. Uma peça para um público que já lê e que dá conta de si mesmo enquanto leitor dinâmico e em crescimento.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Ideia original: Marina Nabais e Joana Pupo | Cenografia: Marina Nabais | Dramaturgia: Joana Pupo | Figurinos: Susana Moura | Sonoplastia: Gonçalo Alegria | Produção: Sara Santana | Coprodução: Câmara Municipal de Monção | Apoio: Câmara Municipal de Almada


5.
A Lagarto Amarelo
TRÊS MÁSCARAS”
ESTREIA
11 NOVEMBRO | SEXTA | 21H00 | M/12 | 60’
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE

fotografia©Luís Aniceto/Vítor Cid
Publicado em 1940, “Três máscaras“ de José Régio, trouxe para o conflito dramático três personagens distintas do teatro europeu: Mefistófeles e Pierrot que disputam o amor de Columbina. Contextualizada por um baile de carnaval, a cena estabelece um jogo repleto de máscaras e aparências. A vida social é aqui metaforizada pelo autor numa visão crítica e quase grotesca da verdade e da mentira, sublinhada pelo caráter intrínseco da cada uma das máscaras e pela utilização de quem está por detrás delas. Na verdade, quem está mascarado diz a verdade mas, na ausência desse escudo, mente. As camadas de máscaras sucedem-se, filtram os discursos e regem comportamentos. Num paradoxo permanente o disfarce revela e ao mesmo tempo esconde. A máscara ganha assim contornos de segunda pele provocando uma realidade virtual que afinal, se confirma nos dias de hoje. O autor metaforiza a vida quotidiana da sociedade da altura, repleta de aparências, com a festa de mascarados. Os três personagens escudados pelas máscaras vão se desafiando, e quando as suas identidades são postas em causa cai a máscara, dando lugar a outra, provocando momentos de ruptura.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Autor: José Régio | Encenação: João Ferrador | Interpretação: Cláudia Negrão, Tomás Curveira, Ruben Dias | Espaço Cénico: Hugo Migata, Pedro Alexandre Silva | Música e Desenho de som: João Balão | Luz e Operação técnica: Daniel Polho | Produção: A Lagarto Amarelo


6.
OFICINA DE TEATRO DE ALMADA
ABRIGO? POIS...”
ESTREIA
11 NOVEMBRO | SEXTA | 22H30 | M/12 | 50’
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO

fotografia©Luís Aniceto/Vítor Cid
De dinheiro velho não nascem coisas novas.
Se isto não é um ditado ou provérbio ou adágio popular, devia ser.
(Sirva o introito de metáfora para estes tempos ou para os que venham…)
É o espectáculo possível nas circunstâncias presentes: apenas a vontade de continuar a produzir espectáculos de teatro e a dar-lhes sentido: apresentá-los, e que haja quem venha vê-los.
Este espectáculo é a reposição renovada de “Abrigo temporário”, apresentado em 2005.
Continuamos com o mesmo pressentimento: o mundo é um lugar cheio de perigos.
Por vezes, a realidade assusta-nos, irrita-nos, provoca-nos uma terrível ansiedade e uma vontade imensa de nos refugiarmos num invólucro qualquer.
Teimosamente, porém, combatemos os nossos medos.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Fernando Rebelo, a partir de textos de Mário-Henrique Leiria, David Lodge, Anton Tchekov, Luís Fernando Veríssimo, Rubem Braga e Anna Hatherly 
Encenação: Fernando Rebelo e Isabel Leitão | Concepção cenográfica e técnica: Élio Antunes


7.
ASSOCIAÇÃO CULTURAL O OUTRO LADO
A DÚVIDA”
ESTREIA
12 NOVEMBRO | SÁBADO | 19H00 | M/12 | 105’ com intervalo
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO

A DÚVIDA”, é esse o desafio… Onde está a verdade? Do lado de quem julga? Do lado do que é julgado? … «Se duvido, logo penso… logo existo… logo tenho de decidir… como parte integrante de uma comunidade…
A peça leva-nos ao Bairro de Bronx, Nova York, 1964, onde encontramos uma congregação Católica que vive um conflito entre a rígida irmã Aloysius, directora da escola, e o padre Flynn, um religioso moderado que pautúa a sua vida por ideias flexíveis e pela modernidade.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: John Patrick Shanley | Encenação: Fátima Borges | Tradução: Rolanda Teixeira Lopes | Intérpretes: Ana Califórnia, Angela Santos, Carla Silva Nogueira, Pedro Bernardino | Cenografia: O Outro Lado | Figurinos: O Outro Lado / Ana Maria Silva | Luz e Som: Ricardo Sant`Ana | Design: Nuno Quá | Agradecimentos: Câmara Municipal de Almada


8.
ACTOS URBANOS
produção do Teatro de Areia – O Mundo do Espectáculo
A ARTE DA FUGA”
12 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H30 | M/12 | 60’
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA

fotografia©José Balbino
SINOPSE
Não mexe. Não respira. Não pestaneja.
– coro de Outros

Eles seguem velozes e felizes num sidecar, com a alma e o cabelo ao vento. Vão até ao fim do Mundo – o destino desejado de todas as histórias de amor. Viagem com outros poderia ter sido o nome desta criação coletiva que põe em cena a história de um herói trágico a contas consigo próprio e com os incêndios amorosos que se dedica a atear enquanto se exercita na arte da fuga.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Criação Coletiva | Direção e Encenação: Joana Sabala | Conceção Dramatúrgica. Sarah Adamopoulos | Interpretação: Ana Rita Ferreira, Ana Pinhal, Cristiana Francisco, Daniela Monteiro, Joana Antunes, João Monteiro, Francisca Paiva, Hélder Silva, Maria Inês Brás, Verónica Tavares | Elementos Cenográficos: Catarina Pé-Curto | Figurinos: Madalena Serafim| Luz: Vítor Cid | Apoio Artístico: Ana Rodrigues, Cátia Silva, Mauro Carmo | Design: Alice Prestes | Fotografia: José Balbino | Produção: Teatro de Areia – Associação Cultural O Mundo do Espectáculo | Apoios: Câmara Municipal de Almada |
Agradecimentos: Cláudia Camilo, Isabel Perneco, Miguel Gouveia, José Jorge


9.
Cénico da Incrível Almadense
CARLOS, O COELHO MALDISPOSTO”
13 NOVEMBRO | DOMINGO | 11H00 | M/3 | 40’
INCRÍVEL ALMADENSE - SALÃO DE FESTAS

fotografia©Luís Aniceto/Vítor Cid
Os animais-bichos não são uma coisa-objecto como um tablet, uma bola ou uma bicicleta, porque para gostarmos dum animal-bicho à séria, não o podemos ver como objecto de consumo ou exclusivamente para nosso prazer (…)
Vamos ter o privilégio – que não está ao alcance de todos, de ouvir animais-bichos a falar como só eles sabem, como se desentendem e entendem e, pasmos dos pasmos! A interagir com um narrador-animal pessoa… Complicado? Nem pouco mais ou menos… (Alberto Oliveira)

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Alberto Oliveira e Eugénia Conceição | Encenação: Eugénia Conceição | Intérpretes: Vitor Pinto,Gonçalo Pina, Carla Silva, Paula Filipe, Sónia Caiado, Anita Santos, Teresa Menezes, Raquel Caldeira e Cláudio Sales
Cenário, Alberto Oliveira | Cenografia e Apoio Palco: Vitor Rosado e Francisco Dinis | Figurinos e Caracterização: Teresa Menezes e Eugénia Conceição
Luminotécnica: Mara Martins | Sonoplastia: Filipa Soares | Fotografia e Imagem: Fernando Viana | Ilustração para Publicidade: Sofia Carita


10.
GRUPO DE TEATRO DA USALMA
A SRª MINISTRA”
13 NOVEMBRO | DOMINGO | 17H00
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE

Comédia divertida e satírica, cuja ação se passa em Lisboa, na década de 20, época em que a queda dos governos era encarada com trivialidade “ Cai um governo? Ergue-se outro!”
Com a queda de um governo, António, um carreirista político, tem a certeza que vai ser ministro, já que o “chefe” do partido a que pertence está encarregue de formar governo, fazendo de Madalena, sua mulher, “sra. ministra”.
Todavia, há mais uma mulher, Conceição, interessada na carreira ministerial do marido, por ser deputado, para assim ser ela a sra. ministra. Por isso, tudo vai fazer para impedir que a Madalena alcance o cobiçado título… E uma carta vai despoletar o conflito conjugal…

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Eduardo Schwalbach Lucci ( autor português 1860/1946) | Adaptação e encenação: Ana Maré Dias | Intérpretes: Ausenda Almeida, Elsa Lopes, Emília Abrantes, Eugénia Gonçalves, Júlia Carrapo, Luísa Fernandes, Rosa Pereira, Rosa Pires, Virgínia Neto


11.
Artes e Engenhos
A MELODIA ÁSPERA DE UM DESERTO”
13 NOVEMBRO | DOMINGO | 21H30 | M/16 | 70’
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA

fotografia@Luís Aniceto/Vítor Cid
Uma mulher atravessa uma paisagem árida, sozinha procura reconstruir uma espécie de dignidade perdida com delicadeza que por vezes é destruída por um cinismo, por uma sensação cáustica de quem perdeu. A derrota nem sempre é símbolo de fraqueza, a derrota pode também surgir da incapacidade de alguém se adaptar aos fracos ideais de uma sociedade condenada aos delirantes percursos do poder que constrange os corpos e inibe a possibilidade de uma existência plena. Em épocas de catástrofe a identidade transforma-se num assunto político de extrema importância, conseguir dizer Eu pode ter a força de uma acção revolucionária.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Tiago Vieira | Texto, Encenação e Espaço Cénico: Tiago Vieira Interpretação: Sandra Hung | Espaço Sonoro: Teresa Machado | Produção Executiva: Ana Sêrro | Direcção técnica: João Chicó | Produção Artes e Engenhos | Parcerias: CM Almada, FCT/UNL, Associação AJAGATO, Latoaria


12.
Ninho de Víboras
INAUGURAÇÃO”
ESTREIA
13 NOVEMBRO | DOMINGO | 22H30 | M/16 | 50'
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO

Todos os textos que têm por tema a simplicidade de se ser humano deviam ser considerados clássicos. ‘INAUGURAÇÃO’ é uma peça de teatro simples, clara e evidente.
INAUGURAÇÃO’ é um encontro. Três personagens dão voz ao que de humano há em ser-se humano. Duas vozes, um casal apanhado nas malhas do seu consumo desenfreado, atolado em objetos opressores de uma liberdade perdida, esquecida, ou apenas dormente, recebe em casa um amigo, voz em tudo oposta às suas, guardiã das coisas simples que não saltam aos olhos e não ensurdecem. A noite desenrola-se suavemente aos solavancos, como se se ouvisse duas músicas, divergentes no tom, a tocar ao mesmo tempo. À saída do amigo, no final da noite, segue-se o barulho ensurdecedor do silêncio deste casal que, despindo peça a peça um véu de máscaras, se vê irresistivelmente “nu” perante si próprio.
‘INAUGURAÇÃO’ de Václav Havel. Projeto há muito na calha. Trata-se de uma peça de teatro simples, clara e evidente. Uma crítica aberta ao consumismo e ao encardir da alma que esse mesmo consumismo provoca. Uma peça sem tempo. Três atores, um casal e o amigo, numa sala irrespirável, jogam um jogo que não é o mesmo para uns e outro, revelando, pouco a pouco, o pouco que fica uma vez retirada a parafernália de objetos de consumo, quais sombras, que oprimem a simplicidade e a beleza do que é ser-se humano.
(Cristina Gonçalves, julho de 2016)

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto: Václav Havel | Tradução, Dramaturgia e Encenação: Cristina Gonçalves
Intérpretes: Cristina Gonçalves, Paulo Diegues, Joaquim Pedro | Cenografia e Grafismo: Carlos Janeiro | Fotografia de Cena: António Coelho | Iluminação: Gabriel Orlando | Produção Executiva: Karas


13.
NNT - Novo Núcleo Teatro
ALÉM DA SOLIDÃO”
ESTREIA
16 NOVEMBRO | QUARTA | 19H00 | M/14 | 60'
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE

fotografia©Luís Aniceto/Vítor Cid
Após as ruínas da vida estavam eles, sós frente à multidão, despidos de subterfúgios. Nada para além da sua solidão. As suas vozes a fazerem eco no silêncio daquela paisagem obscura. Falavam sem parar, sem respirar. Além da solidão as suas palavras escoavam no vazio do terreno selvagem. A noite, como cúmplice sorrateira, das doces loucuras. Eram três, ou talvez quatro, esqueci-me.
O palco uma caixa negra, caixa sonora de vozes que vão aparecendo e que nos levam para além da solidão pelas paisagens que o mundo inventou para este dia nosso. A solidão e a palavra que nos envolvem para nos enredar em histórias mágicas, terroríficas e banais.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto e Encenação : Susana Vidal | Intérpretes: Gabriel Marcelino, Inês Borba, João Alves, Leonor Grosso, Raquel Martins | Desenho de Luz: Susana Vidal Produção e cenografia: Novo Núcleo Teatro | Produção: Novo Núcleo Teatro


14.
O Grito
LADY MACBETH NÃO MORREU”
ESTREIA
16 NOVEMBRO | QUARTA | 21H30 | M/12 | 60’
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO (lotação limitada a 52 espetadores)

fotografia©Luís Aniceto/Vítor Cid
No ano em que se comemoram os 400 anos da morte de William Shakespeare, o Grito apresenta uma paráfrase da sua peça “Macbeth”.
Neste monólogo de 60 minutos, confundem-se, na loucura da esposa do protagonista da peça de Shakespeare, os sinistros personagens da roda de bruxas de Macbeth, personificando os poderes ocultos que, desde sempre, manipularam os homens e a História, servindo-se do seu orgulho, cupidez e desmedida ambição. A partir da sua perspetiva, elas contam-nos a história desse usurpador do trono da Escócia, mas também nos falam do autor da peça para que foram concebidas e de como essa peça nasceu, bem como da sua oculta presença noutros jogos de poder, ao longo da História.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: José Vaz (a partir de William Shakespeare) | Dramaturgia e Encenação: José Vaz | Interpretação: Ana Rodrigues | Cenografia e Desenho de Luz: Daniel Verdades | Sonoplastia: Sandro Esperança | Figurino: Ana Califórnia, São – Oficina dos Farrapos | Grafismo: Nuno Nascimento


15.
Teatro ABC.PI
À LUZ”
ESTREIA
17 NOVEMBRO | QUINTA | 16H00 | M/12 | 45'
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO

Um percurso anti-trágico desenha a ação deste espetáculo. Através dele falamos sobre a força da superação, da capacidade de mudança e criação de uma nova história, dignificante. Aprofundamos o sentido precioso de família, e a sua capacidade de resistência e elevação face à aniquilação.
Este espetáculo celebra a vida, inteira, inalienável.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Direção artística: Laurinda Chiungue | Intérprete: Martha Cardozo | Espaço cénico e objetos: Delphim Miranda | Consultoria técnica: André Almeida
Espaço acústico e produção: Teatro ABC.PI


16.
O Grito e EspaçoZero Teatro
DESCOMPOR O RAMALHETE”
ESTREIA
17 NOVEMBRO | QUINTA | 22H00 | M/18 | 50'
ALPHA TEATRO

fotografia©Luís Aniceto/Vítor Cid
AVISO:
Não fica reservado nenhum direito de propriedade literária do "Ramalhete". Pode este ser reproduzido em qualquer parte.
Pertencendo à escola ultra-avançada em questões de propriedade, os atores/criadores do "Ramalhete", aconselham às pessoas apanhá-lo, etc.,etc.,etc.... e até mesmo "descompô-lo"... por qualquer meio.
Por descargo de consciência, diremos que o fim do "Ramalhete" não é perverter, mas divertir.
Não vimos inconveniente em chamar as coisas pelo seu próprio nome, porque, afinal, digam o que quiserem, o "ramalhete" há-de ser sempre o "ramalhete"
...
Fazei dele o que vos aprouver;
E que se regalem.
João Vasco Henriques / Sandro Ferreira

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: colectânea de poesia de autores Portugueses | Criação e Dramaturgia: João Vasco Henriques, Sandro Ferreira | Direcção de Actores: Anabela Neves, José Conchinha | Direcção Técnica: Paulo Duarte | Operação: Jefferson Oliveira
Interpretação: João Vasco Henriques, Sandro Ferreira


17.
Alpha Teatro
RAINHA DE COPAS”
18 NOVEMBRO | SEXTA | 11H00
19 NOVEMBRO | SÁBADO | 16H00 | M/6 | 45'
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE

fotografia©Clementina Cabral
Baseado no monólogo de Ana Neves a partir da obra original "Alice no País das Maravilhas" de Lewis Carroll.
Após a visita de Alice, parece que nada ficou na mesma e o Reino, que já de si era... diferente, ficou ainda mais ao contrário. Mas o que pode ter ficado assim tão diferente num Reino onde tudo está sempre envolto em fumo, desde o fumo do chá do chapeleiro ao fumo do cachimbo de água da Lagarta? Numa conversa tão descontraída quanto possível, ficamos a saber em que é que o Reino de Copas mudou, nas palavras da sua Soberana.
Um espetáculo do Alpha Teatro para toda a família, encenado por Luís Menezes, interpretado por Sofia Raposo e musicado pelos fantásticos MaZéi (Marta Duarte d'Almeida e José Blanco).

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
A partir do texto de Ana Neves | Encenação e Cenografia: Luís Menezes Interpretação: Sofia Raposo | Composição e Interpretação Musical: MaZéi - Marta Duarte d’Almeida e José Blanco | Caracterização: Clementina CabralManipulação de Marioneta: João Lisboa, Rúben Fernandes | Fotografia e design gráfico: Ana Rafael | Operação e desenho de luz: Carlos Apólo Martins


18.
Crème de la Crème
2º ESQUERDO - UM TECTO PARA DOIS MUNDOS”
ESTREIA
18 NOVEMBRO | SEXTA | 21H30 | M/12 | 75’
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA

Numa Lisboa dos anos 90, uma sexagenária que limpa escritórios pela manhã bem cedo, aluga quartos a homens. Entre eles, Samuel, um jovial, alegre e espontâneo bailarino, recém-chegado de Angola. Sucedem-se situações desde mal-entendidos por questões de linguagem, a conflitos por diferentes hábitos e diferenças etárias, a rasgos de apreço ou carinho, denunciando as diversas dimensões presentes nas relações humanas.
Este espetáculo mostra a vivência e convivência destas duas pessoas, tão díspares como contraditórias entre si.
O ponto de partida para termos realizado este espetáculo é-nos revelado por um terceiro cúmplice, pelo próprio ator do espetáculo, que tendo vivido esta singular experiência, quis fazer dela um objeto artístico de partilha- isto quer dizer que tudo o que acontece em cena, aconteceu de facto.
Enquanto grupo de criadores, sentimos esta proposta como um valioso testemunho vivencial duma história da globalização, dum verdadeiro “encontro de culturas” no seu ambiente mais íntimo, que é o habitar o mesmo teto.
Alia-se, aqui, a profunda e sintética encenação de Hugo Gama, à vasta experiência de improvisação com a sua simultânea escrita de cena, de Pacas e Anabela Mira. Juntam-se três percursos teatrais e performativos diversos, mas com trabalho desenvolvido em comum.
É a partir deste núcleo mais restrito, caracterizado pela sua cumplicidade pessoal e artística, que se gerou este objeto. Enriquecido pela contribuição individual dentro dum trabalho coletivo maior.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Hugo Gama, Anabela Mira, Pacas | Encenação: Hugo Gama | Interpretação: Anabela Mira, Pacas | Banda Sonora Original – Nuno Cintrão Espaço Cénico/Figurinos – Paulo Robalo | Desenho de Luz: Jochen Pasternaki
Vídeo: Noelle Georg | Design Gráfico: Francisco Vaz da Silva | Produção: Crème de la Crème


19.
Teatro e Teatro – O Mundo do Espectáculo
MORTE E VIDA SEVERINA”
ESTREIA
19 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H00 | M/12 | 60’
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA

fotografia©Sandra Ramos
Morte e Vida Severina tem como base as canções populares do Nordeste, terra de retirantes, de seca e de miséria.
O tempo em que foi escrita era de lutas sociais dos camponeses do Brasil de que o Movimento dos Sem-Terra é uma continuação.
Através do discurso visual e simbólico do teatro, a vida de miséria adquire um sentido espiritual profundo. A morte dos miseráveis, dos sem-terra, origina a vida que renova a terra e a própria vida. Assim, deste espetáculo emerge essencialmente a recuperação do sentido positivo da vida.
A viagem do retirante Severino, que se “retira” do seu sítio perseguido pela fome e pela miséria, assume um caráter universal e intemporal, igualável à dos refugiados de hoje. E “somos todos severinos iguais em tudo e na vida”…porque a miséria, a perseguição política, a intolerância religiosa e a guerra nos perseguem.
Como espetáculo mais marcante para o grupo, estreado na Mostra de 2008, tem todo o sentido, celebrar a 20.ª edição deste evento com Morte e Vida Severina

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: João Cabral de Melo Neto | Encenação: Manuel João | Espaço Cénico: Coletivo Teatro & Teatro | Desenho de Luz e Som: Manuel João | Alinhamento de Som: João Graça | Caracterização: Rita Miranda | Figurinos e Objetos de cena: Filipa Castilho, Marisa Mateus | Interpretação: André Carvalho, Érica Afonso, Fátima Manuel, Inês Possante, Lara Luz, Marlene Silva, Nádia Patrício, Pedro Vidreiro, Rita Miranda, Tiago Martins | Grafismo: André Carvalho | Produção: Associação Cultural O Mundo do Espectáculo | Apoios: Câmara Municipal de Almada, Agrupamento de Escolas João de Barros


20.
Artes e Engenhos
O DECLIVE E A INCLINAÇÃO”
19 NOVEMBRO | SÁBADO | 22H30 | M/12 | 60'
TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE - SALA DE ENSAIOS

Duo de voz e percussão para sala com piso inclinado. Repetição sobre o absurdo, encruzilhada da paixão e da revolta. Desferir golpes de vista ao mito implacável, inactual: sisífico o espectáculo começa como acaba, duas vezes. De bom humor, está seco, pó, demasiado e suor.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Dramaturgia, Encenação e Interpretação: Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins | Voz off: Imogen Watson; Música: João Ferro Martins | Arranjo do tema «Poeira» Filipe Raposo | Texto do Programa: José Miranda Justo | Direcção Técnica: André Calado | Produção Executiva e Comunicação: Marta Rema | Residência Artística: O Lugar do Meio, Condeixa/Hangar, Lisboa/mala voadora, Porto | Financiamento: Câmara Municipal Almada, Fundação Calouste Gulbenkian | Apoio: O Lugar do Meio / Hangar - Centro de Investigação Artística / mala voadora / Rua das Gaivotas 6




21.
GITT – Grupo de Iniciação Teatral da Trafaria
O GATO” (Adaptação)
20 NOVEMBRO | DOMINGO | 16H00 | M/6 | 90’
RECREIOS DESPORTIVOS DA TRAFARIA

fotografia©Paulo Nunes
Adaptado da peça “O Gato”, escrita e levada à cena nos anos 60, este espetáculo do GITT , aproveitando um período de renovação do elenco, é um simples exercício de comédia.
Peça dentro de outra peça, onde, com frequência, os atores abandonam a sua personagem e os técnicos são também atores.
A comédia pela comédia é o que, este extenso elenco, se propõe fazer.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Henrique Santana | Encenação, Dramaturgia e Cenografia e Desenho de Luz: Vítor Mio | Interpretação: Luís Lopes, Diário Dionísio, Maria Santos (Bia), Francisco Prado, Bruno Alvarez, Catarina Oliveira, Laura pires, Filomena Palma, Filipa Monteiro, José Teixeira, Mila Bernardes, Xico Braga | Figurinos: GITT Sonoplastia e Operação de Som: Gabriel Alexandre | Operação de Luz: Ramon Rodal | Construção e Montagem Cenográfica: Diário Dionísio
Design Gráfico e Fotografia: Paulo Nunes
Produção Executiva: Mila Bernardes, Henrique Viegas


22.
Grupo de Teatro da Academia Almadense
RETRATO POR ALTO”
20 NOVEMBRO | DOMINGO | 19H00 | M/12 | 45'
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE

fotografia©Luís Aniceto/Vítor Cid
RETRATO POR ALTO fala-nos de uma família absolutamente normal. Fala-nos de acontecimentos dispersos perdidos na lembrança de um avô que não fala traumatizado pela guerra, de uma mãe que tenta reunir a família á volta de uma mesa, de uma filha que se divorcia e de uma neta que se sente deslocada em casa da avó.
Devagar vamos percebendo que o presente resulta de percalços, acontecimentos, memórias do passado que se infiltram no momento atual tal como uma manta de retalhos que se vai cozendo devagar.
O texto, construído pelo coletivo, resulta de conversas que foram sendo tidas pelos elementos do grupo com pessoas que contaram algumas das suas histórias, por isso, apesar de ficção, o texto apresenta um retrato real de pessoas reais e, de uma forma por vezes cómica, por vezes trágica, dá-nos em breves pinceladas aquilo que podia ser a família de qualquer um de nós.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Criação Coletiva | Encenação: Cláudia Negrão | Interpretação: Ana Rita Pereira, Andreia Fernandes, Cláudia nunes, David Brito, Débora Amorim, Flávia Garrido, Gonçalo Borges, Júlio Picanha, Paulo Isidoro, Tiago Nunes | Cenografia: Pedro Alexandre Silva | Desenho de Luz: Sandro Esperança | Sonoplastia: Ponto Zurca
Operação Técnica: Sandro Esperança


23.
Teatro na Gandaia
PRANTO DA MARIA PARDA”
ESTREIA
20 NOVEMBRO | DOMINGO | 21H00 | M/12 | 60'
AUDITÓRIO COSTA DA CAPARICA

fotografia©Luís Aniceto/Vítor Cid
Portugal atravessa uma crise profunda. Os meios de produção não bastam às necessidades de uma população assustada e empobrecida. “Nuestros hermanos” passam tão mal quanto nós outros, nem mesmo das franças podemos esperar auxílio. A inflação açoita todos, o Império tem pé descalço e Lisboa vive dias de terrível seca. Corre o ano de 1522 e Maria Parda tenta satisfazer a sua mais básica necessidade: matar a sede que a atormenta. Ontem, como hoje, a alma lusitana sofre. À sede de Maria Parda, provocada pela míngua de tascas e de vinho na Lisboa quinhentista, corresponde a nossa sede por justiça social e melhores condições de vida no Portugal contemporâneo provocada pela inconstância das instituições pós democráticas. Com Maria Parda pranteamos alegremente a crise que nunca morre, a desigualdade que teima em roer-nos o juízo e o Paraíso que nem nas escrituras faz sentido. Este espectáculo é também uma homenagem à genialidade incontestável do imortal Gil Vicente.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autor: Gil Vicente | Adaptação: Margarida Leal, Rui Silvares | Dramaturgia: Ana Nave, Rui Silvares | Encenação: Ana Nave | Concepção Plástica: Ana Nave Concepção Gráfica: André Clemente | Interpretação: António Nobre, António Olaio, Arminda Santos, Carlos Dias Antunes, Elsa Viegas, Inês Ferreira, João da Costa, João Rodrigues, José Balbino, Josefina Correia, Lucila Pereira, Luísa Nápoles, Luísa Rodrigues, Margarida Leal, Marta Serra Silva, Mava José, Pedro Gamboa, Ricardo Cardo, Sandra Fernandes, Tânia Ponte, Vasco Santos


24.
Teatro Extremo
RETRATOS”
20 NOVEMBRO | DOMINGO | 22H30 | M/12 | 90'
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO
fotografia©Vítor Cid

A invulgar Família Barata
 com um negócio em crise convoca uma reunião para encontrar soluções e decide invocar os antepassados. Com a intervenção do público tudo faz para os trazer aos nossos dias e reanimam Bocage, Camões, Fernando Pessoa, a Marquesa de Alorna, Guerra Junqueiro, Antero de Quental e Eça de Queirós que nos trazem a sua visão sobre o nosso país. Uma comédia que propõe divertir e surpreender a assistência.
Retratos”, 43ª criação da companhia, integra o ciclo Sem Rei nem Roque que o Teatro Extremo desenvolve para público a partir dos 12 anos, sobre a recuperação da História de Portugal vista à luz do presente, onde se retratam, através do divertimento, diferentes épocas da nossa história.
Estreado em 2013 no espaço do Teatro Extremo, esta nova montagem irá adequar-se às condições próprias do Teatro-Estúdio António Assunção, proporcionando uma reescrita cénica da obra.
E para quem já viu, os motivos de interesse não acabaram para assistir a a este espetáculo do Teatro Extremo.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Criação Coletiva | Coordenação: Fernando Jorge Lopes | Interpretação: Bibi Gomes, Fernando Jorge Lopes, Francisca Lima, João Dacosta, Rui Cerveira | Desenho de Luz: Celestino Verdades | Figurinos e Adereços: Arminda Moisés Coelho
Música Original: João Dacosta | Figurinos e Adereços: Arminda Moisés Coelho
Movimento: Maria João Garcia | Animação Vídeo: Manuel Barrisco | Design Gráfico: P2F atelier | Registo Vídeo: João Varela | Fotografia: Vítor Cid